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Tribos urbanas

Uma das características mais esquisitas encontradas no ser humano é a sua mania de querer viver sempre em grupos. Chega a hora do almoço na empresa, e você vê vários grupos se dirigindo ao restaurante, de modo que se você estiver indo pela mesma calçada, mas em sentido contrário a um destes grupos provavelmente irá precisar escolher entre caminhar pela rua ou dar uma trombada com um dos alienados do grupo, porque, em virtude desta mania grupal as pessoas não vão querer sair umas de perto das outras.

O mais esquisito é quando o grupo é pequeno: Quatro colegas se deslocando ao mesmo tempo, na mesma calçada, indo em direção ao restaurante. Quando isso ocorre, eles tendem a formar um paredão, como os quatro cavalheiros do apocalipse, e coitado de quem tiver a ousadia de querer atravessar este paredão.

Talvez você esteja pensando que as pessoas formam paredões e aglomerações quando caminham por aí porque assim fica mais fácil conversar, mas isso não é verdade porque se você observar direitinho irá perceber que muitos grupos e paredões se deslocam no mais completo e absoluto silêncio. E mesmo assim, ficam bem grudados uns aos outros, como um monte de filhotinhos de ganso procurando a gansona-mãe.

A empresa resolve fazer uma festa para integrar seus colaboradores, e o que acontece? Os grupos que andam amontoados na hora do almoço são exatamente os mesmos que estão formados na festa. Fica um grupo aqui, outro ali, como ilhas, e isso é ridículo.

Vamos então refletir sobre o real motivo de existirem tribos urbanas. Dentre as pessoas que convivem ao nosso redor, costumamos procurar aquelas que pensam de forma parecida com a nossa, ou que se vestem como nós, ou que curtem um determinado esporte igual ao que também curtimos, ou, ainda, que frequentam a mesma religião. Isso é fato, você há de concordar. Se você costuma surfar todo fim de semana, é muito provável que seus melhores amigos sejam, também, surfistas. Se você passa os finais de semana rezando dentro de um templo ou igreja, é bem provável que seus melhores amigos (ou pseudo-amigos, sei lá) sejam também pessoas religiosas. Esta é uma prática normal do ser humano. Assim surgem as "tribos urbanas". De certa forma isso é, às vezes, até bom e pode dar um impulso em nosso desenvolvimento (como nas ocasiões em que pessoas se juntam para buscar a solução de algum problema), mas muitas vezes a necessidade individual de fazer parte de um grupo acaba prejudicando os propósitos do grupo como um todo. Usemos os grupos religiosos como exemplo dessa idéia... Teoricamente, as pessoas formam grupos religiosos com a finalidade de compreender a ligação entre o ser humano e o divino. É aquela velha história: duas cabeças pensam melhor que uma, duas cabeças rezam melhor que uma... Mas se observarmos bem, veremos que considerável parte daquelas pessoas entram em um grupo apenas para sentir que fazem parte de alguma comunidade específica e que são importantes nela. Assim, seus interesses ficam voltados para sua aceitação no grupo, e os objetivos do grupo ficam em segundo plano. Você está achando este texto muito enrolado? Eu também! Tá bom, vamos clarificar as coisas...

Eu olho para os grupos religiosos e vejo que tem muita gente dizendo muita coisa. Eles dizem "Jesus isso, Jesus aquilo, Jesus vai me salvar, Jesus te ama...". Como todos no grupo têm a mesma crenca, geralmente não há conflitos entre eles, e então eles podem continuar reforçando suas idéias naquele ambiente sem encontrar qualquer barreira, e desta forma vão se sentindo cada vez mais integradas ao grupo. Isso é óbvio, não é? Se você está em um grupo onde todo mundo só fala que "Jesus é bom, Jesus é amor", e então você começa a falar também que "Jesus é bom, Jesus é amor", é claro que você será bem vindo pelos demais integrantes. E quem não gosta de ver que suas idéias são aceitas por um monte de pessoas? Eis aí uma explicação para a mania de as pessoas formarem grupos: Trata-se da necessidade de aceitação das idéias.

Todo mundo gosta de ter suas idéias aceitas pelas outras pessoas. Quando alguém nos contraria ou duvida de algo que dizemos, costumamos ficar meio que indignados. O problema é que nem todo mundo tem idéias. Vivemos em um mundo dominado pela alienação e pela ignorância, e muitas pessoas acabam se juntando a grupos justamente para superar esta deficiência. Se eu não tenho idéias próprias, o negócio é entrar para um grupo onde exista uma idéia estabelecida e em que ninguém irá questioná-la. Perfeito! Ninguém irá contestar a crença do grupo; todos irão seguir à risca a doutrina, as regras estabelecidas pelos idealistas, pelas escrituras ou seja lá por quem for.

O mesmo ocorre com grupos de punks, clubbers, patricinhas, góticos e outras tribos. É claro que devemos levar em conta o fato de que é mais confortável manter uma relação mais próxima com uma pessoa que tem interesses comuns aos nossos do que com alguém que tem idéias e práticas totalmente diferentes das nossas. Mas nem sempre o que é confortável é o melhor. Eu penso que devemos nos relacionar com todo mundo. É uma pena que as pessoas costumem se fechar em tribos, ignorando que existem outras realidades neste mundo.

Dá a entender que as pessoas usam os grupos apenas para fugir da solidão. Agora, se você tem outra explicação para a formação das tribos urbanas, então envie para nós a sua opinião.

Saudações!

Everton Spolaor


Comentários sobre este texto

Kleber de Mello - 01/10/2007

Esse teu livro fala o óbvio, e isso vai abrir a cabeça de muita gente, porque todo mundo age da maneira como a sociedade se acostumou, mas ninguém para pra pensar porque faz isso. Também é óbvio que os mais resistentes e babacas vão ignorar e vão continuar agindo da maneira como sempre agiram.

Dando minha opinião, acho que muitos grupos existem porque a grande maioria das pessoas não tem capacidade de viver sozinhas, tudo que fazem tem que ser com um amigo ou colega, daqueles que tu pensa que é tudo amigo do peito, mas um apunhala o outro pelas costas. Essas pessoas se reúnem normalmente (esses grupos são principalmente playboys e patricinhas ou bebedores oficiais de cerveja) exclusivamente pra mostrar para os demais membros do grupo quem é o melhor, quem bebe mais, quem mistura mais bebida, quem pega mais mulher, quem vomita mais, fica pior depois de toda bebedeira, quem consegue entrar em coma alcoólico, quem consegue ir pro hospital de tão mal, quem consegue ir pra casa fazendo manobras arriscadas sem se matar. Cada dia que passa tenho mais nojo desse tipo de gente. Quando tu não bebe até cair, não vomita ridiculamente colocando as tripas pra fora, tu é automaticamente excluído do grupo. Hoje a sociedade jovem é formada basicamente por esse tipo de grupo.

As mulheres agem da mesma forma, pra uma poder fazer parte do grupo, precisa ser perva (como elas mesmo se referem), precisa sair pra festar, dançar, encher a cara, ficar com um monte de cara, voltar pra casa de manhã, dormir metade do dia, acordar e dizer: “to mal...hehe”, e ainda assim ligar pro grupo de amigas marcando a festa da próxima noite.

Esse mundo é uma piada, tá perdido, as pessoas não valorizam mais umas às outras pelas suas qualidades, pelo que podem fazer de bom um para o outro, somente pela tua capacidade de poder ou não fazer parte do grupo delas.

Tu tem idéia de quando fica pronto o livro?

Kleber de Mello


Andre Luiz Mazzorana - 01/10/2007

Concordo com as idéias do Everton! Porém, faltaram atribuições!!! Mas também acho que o Título deveria ser “ A estranha mania de viver separados “

O ser humano, como um ser pensante, sabe muito bem que várias cabeças pensam melhor que uma. E quando uma cabeça começar à “apodrecer”, é só excluí-la do grupo ( infelizmente é o instinto ).

Isto existe à muitos anos. Assim como nos animais, acontece a mesma coisa...

Um exemplo, são as comunidades pré-históricas que se uniam para atacar os animais maiores. É a lei da sobrevivência... Se não fizessem isso, morriam de fome ou seriam devorados... Hoje funciona do mesmo jeito, com atitudes diferentes...

O que acontece com um anti-social? Alguém que vive fora de grupos? Não é devorado, mas talvez não viva tanto quanto o “enturmado”

Agora, quanto aos grupos de punks, clubbers, patricinhas, góticos... Vocês já viram alguém querer brigar, ou trocar idéias sozinho, contra um grupo destes?! NÃO! Seria necessário um grupo no mínimo maior, ou mais forte!

São batalhar modernas... um Ego sufocando o outro... Pra que!?

Crescer e aparecer – Mundo capitalista.

Admirável mundo novo....

Andre Luiz Mazzorana


Everton Spolaor - 01/10/2007

Buenas!

O que significa “faltaram atribuições”?

Poderia explicar melhor? Valeu.

Everton Spolaor


Andre Luiz Mazzorana - 01/10/2007

Desculpe. Na verdade não me expressei bem... Eu quis dizer que faltaram alguns detalhes. Alguns outros valores à serem considerados... Outra coisa, retornando ao assunto... Nós já nascemos num grupo. Que é a família... Se não fosse este grupo, não seríamos nada... A troca de idéias, de valores, e a doação que ocorre entre uma pessoa e outra... Tudo inicia nela. Inclusive a “mania de viver em grupo”.

E na minha opinião, tudo isto pode ser explicado através de uma só palavra: Se.xo. Tudo, o mundo todo gira em torno disto. A pessoas se unem, para fazer os filhos. Montar a sua família, e viver neste grupo, em seu lar!

Andre Luiz Mazzorana


Kleber de Mello - 01/10/2007

A família não é propriamente um grupo e sim uma família. A função da família é ajudar a te desenvolver, criar tua personalidade, dignidade e outras características, feito isso tu escolhe se quer continuar vivendo com a família ou não, normalmente tu vai embora pra criar outra família e isso não é um grupo. Acho que tu não entendeu o conceito de grupo que o Everton quis passar.

Ele está criticando a atitude dos grupos de se esconderem nas sombras da realidade, quer que com esse livro as pessoas repensem suas atitudes e saiam em busca da realidade, deixando de aceitar passivamente as idéias, crenças e paradigmas propostos e/ou impostos pela sociedade, autoridades, religiões, escola, etc. Quer que com isso mais membros da humanidade passem a pensar, a raciocinar e não fazer igual ao amigo do lado porque é legal.

Acho que a finalidade do e-mail era sugerir comentários com base nesse conceito e não discutir o que é certo ou errado. Mas tudo bem, você será poupado das próximas conversas.

Kleber de Mello


Everton Spolaor - 01/10/2007

Calma aí, meus caros...

Não vamos pelear à toa. Lembrem-se que as idéias devem brigar; as pessoas jamais – salvo algumas exceções...

O Kleber entendeu bem a idéia do texto. É justamente para despertar nas pessoas o desejo de ir em busca da realidade, ou da verdade, se preferirem, porque a maioria das pessoas não só vive no mundo das ilusões, como vão fazer de tudo para continuar assim. Veja o exemplo dos fanáticos religiosos. Se você contrariar alguma das idéias deles, eles vão quebrar o pau com você. Nem vão se dar o trabalho de pensar um pouco, se estão errados. Não... eles não querem saber se suas crenças são verdadeiras ou falsas, querem apenas continuar vivendo no mundo do faz-de-conta e não querem ninguém os acordando.

O André lembrou que os grupos são importantes na vida das pessoas, e está correto, mas, como o Kleber bem especificou, precisamos nos libertar dos paradigmas que a sociedade enfia em nossas cabeças desde pequenos. A idéia é questionar as idéias alheias, e não aceitar o que as outras pessoas querem que você pense. Desde que nascemos, as pessoas ficam dizendo a você como você deve se comportar, o que deve falar, como deve se vestir, como deve agir, em quê deve acreditar e até mesmo em quê deve pensar! E, sem perceber, a gente vai aceitando tudo isso, pensando que é normal, mas não é normal! Normal é ter as próprias idéias, e não repetir as mesmas porcarias dos outros.

Exemplo: Você está passando na frente de uma loja de automóveis e vê um Ford MAVERICK 1977 preto, e acha muito legal, e na hora decide comprá-lo, mas antes de você comprar, vem um “amigo” e começa a dizer que Maverick é feio, é carro velho, não te dá status... então se você é um cabeça de peixe-bagre, você vai se importar com o que os outros pensam e não vai comprar... e vai ficar frustrado, porque tem uma coisa que você quer ter, mas não se dá ao direito de tê-la, só porque tem alguns alienados que colocaram nhaca na sua cabeça.

O mesmo ocorre com roupas, pensamentos, crenças religiosas, idéias, comportamentos etc.

As pessoas vão às igrejas e templos, ficam lá rezando, mas no fundo só fazem isso porque seus pais faziam, seus ancestrais faziam... elas nem sabem se existem santos, se existe um Deus. Simplesmente acreditam nisso porque alguém falou que tudo isso existe. Nunca questionaram, nunca investigaram nada. Simplesmente aceitaram as regras de uma determinada religião, como um cachorro que segue os mandamentos de seu dono. É isso...

Everton


"Taninha" [bytaniamello@yahoo.com.br] - 19/12/2007

A diretora da escola onde trabalho, ou é muito incompetente, ou gosta de encher o saco de quem tem mais o que fazer...a gente vive ocupado atendendo o público, emitindo documentos, fazendo levantamentos disso e daquilo, digitar boletins pelo sistema da internet, e simplesmente ela não para de chamar a gente e quando estamos super ocupados e simplesmente para perguntar coisas bobas e as vezes perguntar e pedir coisas que não tem nada á ver com nossas funções, será que ela não pode levantar a bundinha da cadeira e se virar sózinha, poupando quem precisa executar as tarefas que aliás tem prazo para serem terminados?



"BetoInfo" [betosp.nipo@terra.com.br] - 06/08/2008

Bem Taninha que desabafo hein? heheSobre o assunto, achei bem interessante as opiniões, um assunto um tanto complexo de ser definido, acredito que podemos analisar e chegar a diversas conclusões sobre viver em grupo, seguir tendências, fé, política e por ai vai...Notei um detalhe nos textos do nosso nobre colega Everton, existe uma tecla muito acionada chamada "Religião" senti uma tom crítico muito forte e notei uma opinião um tanto generalizada, Exemplo:"As pessoas vão às igrejas e templos, ficam lá rezando, mas no fundo só fazem isso porque seus pais faziam, seus ancestrais faziam... elas nem sabem se existem santos, se existe um Deus. "Como chegou a esta conclusão? Quem disse que os pais de todas as pessoas que se encontram dentro de templos ja foram em templos? Voltando ao assunto de viver em Grupo, acredito que isso tenha uma ligação muito forte com a carência humana, a filosofia explica algumas coisas a respeito da necessidade humana e dentre elas esta a necessidade de impressionar, e jamais seria possível impressionar alguém vivendo isoladamente, sendo assim, são fatores totalmente explicáveis, e inquestionaveis, isso claro ao meu ver....Um pergunta....Qual a forma correta de viver?
Abraço, gostei muito deste espaço



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